Já refletiste num? Podes começar apenas por um...
Imagem retirada da Internet
Era uma confiança tão pequena em acreditar, uma esperança que vale a pena perpetuar… Um gostar de ser assim, crente na vida, no optimismo de uma v
erdade que não se crê, mas que se deseja ser diferente. A vida brilha mais quando se acredita, se vê o mundo em tons de azul e cor-de-rosa… Querer afastar o cinzento e olhar para ao lado e ver quem tem de tão genuíno a crença de um futuro gigante. A pauta da vida, tem um som a primavera, um sabor a chocolate quente, um odor de um campo de rosas, um tacto de algodão em rama, um olhar profundo de paz e um sexto sentido de felicidade.
Encontro a cabeça no teu ombro, conheço os meus dedos nos teus e prometo acreditar, pelo menos até acordar.
um gesto que ficou para trás, assassinado nas conversas afiadas de cansaço. A cabeça pesa sobre os ombros, a leveza de outrora sucumbiu e as horas infinitas de solidão fazem os minutos saberem a dias azedos e nauseabundos. A inclinação é soberba e as chagas plantadas não permitem avançar. Olha para trás, tarde demais… Magoa voltar atrás, insuportável caminhar em frente. Enrola o desejo, apaga a paixão, observa o vazio e encontra um lugar. O lugar onde o amor espreita, mas não pertence, um lugar onde todos os venturosos passam ao largo. O lugar onde se sobra e onde apenas se ouve a palavra saudade.

pela força ausente do cansaço da jornada. Ao meu ouvido sinto o sopro de uma voz amaciada: “Eu ajudo.” Sorrio, num gesto inato de crédito. “Sempre?”, pergunto… “Para sempre.”, responde. Pegamos, cada uma numa alça laça da vida e penso: “Afinal não é pesada, é doce de se levar”. Olhamos o horizonte e ouvimos o barulho do nosso pensamento: “Deixou de chover e quando a nuvem voltar, esta sacola, com a ajuda das nossas mãos unidas colherá toda a água que um dia regará imensos jardins”.

re os dedos, como se quisessem antecipar… o cabelo já sem pressa deixava se ficar na reminiscência das quadras arcaicas. A saia rodava ao sabor do vento e com ele o pensamento voava. Fora visitar as estrelas, que faziam parceria com lua mordida pelos amantes. Caiu redondo no chão ao vê-lo… Menino bonito… a boina deixava escorrer o suor da descida cadente por detrás do sol. Vinham de longe, onde só as memórias têm a chave de regresso.
m final adiado pela vontade, sobrando a querença por um recomeço. A porta empurrada pela força humana, teima em se deixar prender. Olho a casa com janelas aos quadrados, alinhadas como se um jogo fizesse parte dela. Nublado. A escuridão acometia o espaço. Bato a porta. Encosto a cara. Repouso. Volto a abrir. Ninguém. Escuto ao longe uma súplica que se torna pequena, com a dimensão de um zoado incomodo. Vinha de dentro? Dentro. O redor assusta. A vida assusta. Qual? Sigo a seta que o chão indica. Resta o nada. Sobro eu. A linha é longa, extensa demais para as pernas cansadas do atalho que se decidiu. Não. É talvez curta para o que ainda há para distinguir. O contorno azulou e a estafa virou companhia de uma história contada a uma só voz.
ico.


, outras tantas que tenho vontade de fazer o caminho de volta e encontrar as horas de outrora. Mas na sua pluralidade, apetecia-me dar-vos um pouco da minha veemência e fazer-vos voar, a um tempo ainda não vivido, onde a curiosidade mora, onde a felicidade existe. Contempla a tristeza daquela mulher que um dia foi catraia e que feliz era. Já não tenho força de remar contra a maré, mas talvez ao sabor da corrente, com um sopro de coragem, juntos, sempre contíguos, conseguíssemos percorrer o hoje e chegar ao amanhã, aquele que ainda não se conhece, mas que se crê iluminado e aquecido pelo sorriso de quem ama.
-me abraçar-te. Não quero. Os saltos percorrem o corredor e a alma fica. O não quero permanece na sala, o querer faz bater a porta e fecha-se lá dentro com vontade de sair. Porquê? Porque não me ouves? Porquê? Porque não te consigo explicar o que sinto? Porque não me entendes? Não quero ficar aqui, não quero ir para aí… Não sei o porque, sei que não é isso que quero, sei que nada poderás fazer para que eu queira. Quero sair daqui… Aí está escuro… Aqui o negro assusta… Onde? Onde? Não quero…

as sonantes.





amentos para outra dimensão, para outro tempo.
braços mais longos… O caminho, esse, transformou-se, agora maior e mais intrincado, as pedras tomaram outras dimensões, agora mais difíceis de transpor, surgiram, rios e mares, montanhas e planícies, flores e cactos, pombas e cobras. Por vezes o medo, por vezes a paz… A curiosidade morava lá, lá onde passava, lá onde queria estar… a voz já não se fazia soar, ou talvez os seus ouvidos tivessem cerrados…Cruza-se com uma imensidão de seres, uns cansados pela vida, outros a tentarem estafa-la… Vários pensamentos despontam, várias opiniões irrompem… O seu pensamento gira a uma velocidade estonteante, onde existe uma vontade de mudança e uma mudança da vontade… O que é verdade hoje, amanhã já não o será…Distraidamente e sem perceber como, vai de encontro a um muro, a cabeça ganhou um inchaço, o coração uma dúvida. O muro era desmedido e não havia como transpô-lo… Novamente o pensamento entrou em conflito, o apetite, o perigo, a incógnita, a vontade… Lança o escadote, sobe, sobe, sobe, tão alto que parecia chegar ao céu… A paisagem era deslumbrante, muito mais do que alguma vez teria imaginado, mas tudo o que era pormenor e pequeno fugia-lhe tornando-se incontrolável, mas a confiança no seu instinto era mais forte, mas… de novo aquela voz ecoa, parecia que os seus ouvido de repente permitiam deferir algo…