sábado
Nem tudo o que parece é
Pensas que é por ti que sofro, mas não é. É por ele. Um ele que se atravessou na minha vida e deixou magia. Não tive coragem, não fui correspondida, não aconteceu... Mas é nele que penso todas as noites e que imagino estar em cada sonho, pois só lá posso estar com ele. Não o amo, mas desejo-o como um dia te desejei a ti.
sexta-feira
VIDA
Para mim, escolheria justa, plissada, franzida, evasê, pregas, drapeada, godê, tulipa, rodada, assimétrica, direita, enviesada, longa... Tinha era de ser VIVIDA!
quinta-feira
Hoje é um desses dias
As pessoas vivem frustradas e descontam nas crianças. São seres frágeis e mais fáceis de dominar, fá-las sentir fortes. Tal qual a violência doméstica, tornam as pessoas deprimidas, feias, com baixa auto-estima para se sentirem maiores, gigantes, mas são os seres mais ínfimos do planeta, pois só têm tamanho se reduzirem os outros a pó.
Este mundo é demasiado estranho. Tenho dias que sinto dificuldade em perceber qual o meu papel nele.
Este mundo é demasiado estranho. Tenho dias que sinto dificuldade em perceber qual o meu papel nele.
quarta-feira
Ligar os pontos
A vida dá tantas voltas que por momentos temos de voltar aos lugares onde viemos para redescobrir quem somos. Parar e respirar. Limpar o que há para limpar e deixar a vida responder. Sim, porque há momentos em que por mais que nos esforcemos não temos resposta à pergunta que mais nos atormenta: porquê? Aí paramos, respiramos, observamos, silenciamos e esperamos respostas. Elas surgem. Surgem mesmo, temos só de aceitar que a vida manda parar. Parar de resolver, responder, agir, perceber, entender. Paramos para depois ligar os pontos. E está tudo bem. Só temos de deixar o ar entrar e aguardar calma e atentamente o que ela nos sussurra.
terça-feira
Há dias...
...em que o coração aperta, há momentos em que ganhamos outros que perdemos, outros ainda que temos de encontrar coragem escondida lá no fundo da rua. Há horas de deixar escorregar a cabeça por entre as mãos, outras que a temos de erguer mesmo que pese ainda quilos demais. Há minutos de dúvida, de dor, de medo e outros onde o coração salta do peito porque sabes que é por ali. Há segundos onde paras o tempo para pensar, outros que escolhes agir. O caminho é a soma de todos eles.
segunda-feira
Para sempre...
Não existem fórmulas mágicas, existe ser feliz a cada dia, com o amor no coração, o entendimento numa mão e a magia na outra. Assim somos melhores, mais ricos, mais verdadeiros, mais nós na nossa essência, sem pontos finais numa crescente só possível aos que tentam e acreditam nestes três pontos.
#ligarospontos
Já comeste tudo?
Penso que a vida se senta a comer pipocas enquanto nós nos entretemos em cambalhotas.
sábado
Minhocas
Há pessoas que têm minhocas lá dentro, que são lindas por fora e podres por dentro. Arre, people!
O que seriamos nós sem o “O”?
Sim, vogais, tínhamos mais 4, letras do alfabeto mais 22, mas como mostraríamos o nosso espanto que só um ohhhh pode nos dar, do Olá matinal passaríamos a encaminhar para lá e o amor teria ainda mais consoantes do que a sua essência já transborda. Deixaríamos de ter ódio, mas manteríamos a saudade, sentimento tão característico de um país que também ele seria um dobrar de língua que nunca mais acabava. Haveria alegria, amizade, cumplicidade, lealdade, fidelidade, justiça, igualdade, poderíamos mesmo chegar a uma plenitude, mas embora continuasse a existir o eu e o tu, o nós nunca mais teria sentido e só por isto este dia dedico a ti e que te juntes a um dos teus pares e nos transformes em infinito.
sexta-feira
Digam lá se eu não era uma gaja gira?
Tinha um ar de requila que me dava uma certa pinta. Fazia cara feia ao que não gostava. Não papava grupos, se não gostas põe-te a mexer que a vida galopa. Até atirava microfones ao lago, só não sabia jogar futebol, mas jogava, não sei bem se era futebol, metia-me no meio dos rapazes quando eles andavam atrás da bola, sem regras ou nomes pomposos, ouvia-os a ralhar, mas sempre achei que fazia parte da coisa. Por vezes ficava sentada, num banco improvisado e gritava para dentro do campo: joga, passa, corre, marca... O som era igualzinho ao do estádio mas com menos mães ofendidas e muito menos partes íntimas enunciadas. Comia pão com manteiga molhado no café com leite da minha avó, ao som de: vens sempre toda suja. Era a vida avó, nessa altura ela não se entretinha a comer pipocas ou era eu tão despachada que nunca deixava a vida assistir, ela tinha mesmo de mostrar do que era capaz. E quando ela se demorava em conjecturas, eu dava-lhe uma cotovelada e dizia-lhe em tom firme: há muita coisa para fazer, despacha-te lá com isso. Saudades tuas, miúda!
quinta-feira
Outono
Acabaram os mergulhos, a areia entre os dedos dos pés, o sabor a sal, o cheiro a maresia, as noites quentes em que repousamos em cadeiras ao relento, as cervejas fresquinhas, o suor a escorrer, o sol a queimar, os dias longos, as vidas pausadas. Começa as mantas enroladas no corpo, a chávena de café a aquecer as mãos, o cheiro a terra molhada, a chuva a bater na janela, um copo de vinho no prolongar da noite, o estalar da lenha a arder, as castanhas nas praças, as árvores despidas, os cachecóis, as luvas, as botas e os gorros, a vida a acelerar. Adoro o verão, mas o que eu gosto do outono.
Uma mesa de amigos
É isto que se vê nos cafés, nos transportes, nos empregos, nas férias, nas ruas, nos sofás e nas camas da nossa vida... Já se perdeu o tempo de olhar no olho e ficar a ter aquela conversa boa que teremos toda uma vida para recordar e saborear... cada vez mais as pessoas estão intoxicadas na sua solidão, tornando-se bibelôs até não sobrar nada, talvez apenas cacos... Saudades de quando tudo era tão mais especial.
quarta-feira
Saudades
E quando se tem saudades, mas de nada vale o dizermos, o que se faz?
Guardamos o grito no fundo do peito, colocamos aquela música no gira-discos e engolimos devagarinho para não doer demais a passar.
Guardamos o grito no fundo do peito, colocamos aquela música no gira-discos e engolimos devagarinho para não doer demais a passar.
terça-feira
Consegues parar 5 minutos o que estás a fazer?
E o que estás a fazer? O que andas realmente cá a fazer? Se nunca te fizeste esta pergunta, procurares esta resposta pode mudar tudo o que andas a fazer e nem sabes porquê...
segunda-feira
"Aí, R., R., como é que vamos sair desta?"
Não saímos...
Dez anos sem ti... Dez anos de saudades.
Procuro a tua voz na minha cabeça com medo de esquecê-la, vejo cada um dos teus tiques, cada conversa prolongada e o teu olhar sério... Ainda tenho decorado o teu cheiro e cada toque da tua mão por pequeno que fosse.
Sinto falta de te ter comigo, connosco. Tenho saudades do que imagino... te ver falar com eles, do que iriam aprender contigo, como eu aprendi. Da tua palavra certa... Queria me sentar contigo nem que fosse em silêncio e ver o teu olhar que dizia tanto.
Já sobrevivi a 10 anos, a dezenas de escolhas sem ti, mas só eu sei o que estes 10 anos da tua ausência causaram nas nossas vidas.
Foste rico durante 28 de mim e 56 de ti, não serão estes 10 ou mais outros que possam vir que irão apagar o tanto que somos graças a ti.
Ias ficar tão feliz de vê-lo crescer, sensível, humilde, carinhoso, dedicado, preocupado com o próximo... E ela, inteligente, esperta, direta, com o dom da palavra e da argumentação, um furacão. Eles são um pouco de ti e neles vejo o teu brilho todos os dias.
Um beijo daqui até aí, com vontade de ir ter contigo para sentir a paz e a segurança que só sinto ao teu lado.
domingo
quinta-feira
quarta-feira
Alturas
Cheguei a uma altura da vida que sinto que já não tenho a mesma capacidade de aguentar as pessoas que nada de bom têm lá dentro, que são vazias, que não amam de coração cheio, que se ausentam de magia. Pessoas que se resumem a deixar a vida andar aos tropeções sem mais. Sempre guardem um enorme espaço para quem magoa por magoar, quem erra nem tentar corrigir, por acreditar que todos são capazes de ser mais e melhor. Neste momento já não consigo ver as pessoas com esse olhar, cada vez mais me deixo ficar no meu canto sem querer ou desejar fazer algo por elas. Durante muito tempo procurei pessoas que me tentassem melhor, que me despertassem o melhor que posso ser, mas estas são tão escassas que no meio desta luta me senti sozinha. Vou-me voltando para mim e tentar todos os dias ser o melhor que posso ser, mas sem me cansar em demasia com lutas que não são minhas.
quinta-feira
Amar no improviso ou no planeado
Cheguei! Pode bem ser a frase soltada a viva voz ,antes de um encontro de olhares que nada se fazia esperar. Muito do amor é assim, simples e improvisado ou complexo e delineado. Gosto de amores que não se esgotam em rotinas, que nascem a cada dia, seja ele de sol ou de negro céu. Gosto de cartas escritas em papel de cozinha e deixadas na máquina de café ou de folhas calmamente recortadas e depositadas num pote de vidro para momentos que estão por vir. Gosto de malas feitas à pressa e de detalhes repensados vezes sem conta para que nada seja deixado ao acaso. Gosto de fazer amor numa cama de pétalas ou na entrada de casa pois a sede é demasiada para se fazer esperar. Gosto de gostar de ti, nas tuas atrapalhações e nas tuas perfeições, gosto que ames cada estria do meu corpo e cada cabelo ainda por branco vir. Gosto que te enroles em mim, me peças colo e me digas, estou aqui. Gosto deste amor meio amalucado que nos caracteriza sem medo de ser quem somos, mesmo que aos outros pareça devaneio. Gosto de Nós.
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