quinta-feira

Vontade

Não quero. Porquê? Nem sempre os porquês interessam. Quero-te ajudar. Não quero. Tens de me ouvir… talvez se me ouvisses conseguisses entender… Não quero. Deixa-me abraçar-te. Não quero. Os saltos percorrem o corredor e a alma fica. O não quero permanece na sala, o querer faz bater a porta e fecha-se lá dentro com vontade de sair. Porquê? Porque não me ouves? Porquê? Porque não te consigo explicar o que sinto? Porque não me entendes? Não quero ficar aqui, não quero ir para aí… Não sei o porque, sei que não é isso que quero, sei que nada poderás fazer para que eu queira. Quero sair daqui… Aí está escuro… Aqui o negro assusta… Onde? Onde? Não quero…
Queria, mas não quero…